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sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Nostalgia de mãe


Nas últimas semanas tenho andado um pouco nostálgica e a culpa é das arrumações!
Decidi dar volta a tudo o era do F., o que estava guardado e o que não estava. Na minha cabeça tinha chegado a hora de dar muita da roupa que já não lhe serve, vender ou dar as cadeirinhas, o parque, a espreguiçadeira, o marsúpio, entre outras coisas,  e por último fazer uma "limpeza" geral aos brinquedos.
No meio das arrumações, mexi nas xuxas, na pulseirinha do hospital, na caderneta de grávida, nas ecografias e até encontrei o meu teste de gravidez... tudo boas recordações:)
Desempacotei tudo o que já estava arrumado para ver se estava tudo em condições e depressa, depressinha mudei de ideias e voltei a arrumar tudo no lugar.
Regressei ao passado e morri de saudades. Todas aquelas coisas, que comprámos com tanto amor, idealizando cada momento em que ele as iria usar. Não fui capaz de dar ou sequer vender nada! Não me sinto preparada. Sei que pode parecer estranho, mas é assim que sinto.
Até a roupa que dei ao meu sobrinho (quase três caixas!) me deixou nostálgica e com a lagriminha no olho. Não é por mal, e acreditem que me sinto culpada por ter este tipo de sentimento, porque parece que estou a ser egoísta, mas juro que não estou. É tudo uma questão de apego. Eu vivi a maternidade a 100% e cada roupinha, cada fralda de pano, cada babete, cada manta... tem uma história, um momento, uma recordação:) Por exemplo o carrinho é da Quinny e está completamente novo, mas aquele nunca será vendido, nem dado, pois é uma das coisas que a mãe do M. deu ao neto antes de falecer.
Ter outro filho está totalmente fora de questão, embora o relógio biológico ande a dar horas novamente, mas pronto, os sobrinhos que virão terão a sorte de ter bastante enxoval.:)
A verdade é que o tempo passa demasiado depressa e eles crescem (o que é óptimo!) rápido demais. Mas para mim ele continua a ser o meu bebé, o meu menino crescido e por isso é tão difícil desfazer-me das coisas que lhe deram tanto conforto e o fizeram tão feliz.

Coração de mãe é mesmo assim, ou pelo menos o meu é!:)

terça-feira, 3 de julho de 2012

"O Bicho Papão da Amamentação"


Este é apenas o relato da minha experiência... Eu fiz cesariana e sei como os primeiros dias são difíceis.
Para além das dores, a sensação de ninho vazio, são as hormonas, essas malvadas que pensam por nós e nos fazem sentir inseguras, burras e deprimidas num dos momentos mais felizes das nossas vidas, que quase nos deitam abaixo (algumas mulheres vão mesmo abaixo).
Depois vem o "papão" da amamentação... que para muitas mulheres é o máximo, é perfeito e fácil (não estou a ser irónica), mas que para outras é o verdadeiro  "Cabo das Tormentas"! O F. mamava de 2 em 2 horas, durante uma hora (adorava brincar com elas lol), o que me deixava muito pouco tempo para me recuperar. Andava cansada, stressada e triste com o facto de me doer o peito, de não me conseguir sentir feliz por amamentar o meu filho, pois era um sacrifício. E por vezes sentia que o meu filho sentia o que passava dentro de mim, pois ficava nervoso, chorava... Aí sim, sentia-me uma má mãe!
Até que disse basta e decidi que tinha que ser uma boa mãe, que tinha que me sentir bem e que se isso significasse deixar de amamentar o meu filho deixaria. Não seria a primeira criança a alimentar-se por fórmula e a desenvolver-se normalmente, assim como não deixaria de ser o acto mais pessoal, único e envolvente, por ser com biberão... muito pelo contrário, até poderia partilhar esse momento único e tão especial com o pai. 
Foi assim que decidimos parar a amamentação e a verdade é que a partir daí tudo se tornou muito mais natural, muito mais envolvente, partilhado... Acabou a ansiedade, a dor, ele e eu ficávamos satisfeitos e os choros começaram a rarear. 
O melhor de tudo neste processo é que não senti peso de consciência e sei que não fui de forma alguma egoísta, porque tomei a melhor decisão pelo o meu filho. Pois eu nunca conseguiria ser uma boa mãe, ao sentir que o acto mais belo e necessário ao bem estar do meu filho estava a ser tão doloroso para mim, e consequentemente para ele. Fico feliz pelas mulheres que conseguem a amamentar saudavelmente, mas não me sinto menos boa mãe por ter tomado esta decisão. E só estou a partilhar isto, porque até tomar esta decisão, foram muitas as pessoas que me pressionaram para não o fazer e ainda recuei algumas vezes  insistindo numa coisa que sabia desde do início que não estava a ser benéfica nem para mim, nem para o meu filho, por causa das conversas dos outros.
Com tudo isto, só quero dizer que nós, mulheres, mães dos nossos filhos, temos que começar acreditar mais, naquilo que sentimos ser o melhor para eles. Há que confiar nas nossas intuições e saber ouvir aquilo que vai dentro de nós e do nosso bebé. Não devemos dar ouvidos aos outros, nem sejam, mães, avós, tias, enfermeiras.... principalmente quando se trata de uma questão tão pessoal e única de cada mulher.


terça-feira, 11 de outubro de 2011

Alguém me ajuda?


Como é que se ensina a uma criança a assoar-se?? 
Eu já tentei de tudo e não consigo explicar ao F. como se faz... será que alguém me poderia ajudar?
É que aspirar o nariz de um miúdo de 3 anos, que ainda por cima sempre odiou tal objecto (aspirador nasal), não é tarefa fácil! É mesmo uma missão impossível!
E todos sabemos que um nariz limpo é meio caminho para a cura da gripe! Implora-se ajuda lol

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

É para aprender a ficar de boca fechada!

Pois é, lembram-se de eu ter escrito aquele post sobre o facto de o F. ainda não ter ficado doentinho desde que a escola começou.... Pois é, o F. no sábado começou a apresentar os primeiros sintomas de que uma verdadeira gripe vinha a caminho....
No sábado ainda se aguentou sem grandes problemas, mas ontem a febre não deu tréguas! Passou a tarde toda deitadinho no sofá, a gemer e queixar-se com dores de barriga... Não faltou muito tempo para que viessem os vómitos... e as dores de garganta.
O Ben-u-ron, Brufen e Maxilase têm feito parte do batido de combate a esta valente gripe que atacou o meu pequenino.
Custa tanto vê-lo doentinho, fico com o coração tão apertado... Dói vê-los terem dores e nós não podermos fazer um passe de mágica e acabar com aqueles olhinhos triste e murchos.
Só posso fazer o que melhor sei... dar-lhe muito colinho, muitas festinhas e muitos miminhos:) E ele anda com um mimo terrível... 
Hoje não foi à escola... a febre já está um pouco mais espaçada, mas as dores de garganta continuam e as de barriga às vezes também reaparecem... Mas acho que ele está um pouco melhor. Ele amanhã quer ir à escola, mas acho que vou esperar mais um ou dois dias.
Agora está a dormir e quando acordar vou dar-lhe uma banhoca para ver se ele relaxa um bocadinho e para lhe aliviar um pouco o nariz. Espero que ele fique bom logo, logo! Odeio estar a encher-lhe o organismo de medicamentos mas a verdade é que eles ajudam e muito.
Por isto tudo, mais valia não ter aberto a boca ao dizer que há muito tempo que ele não ficava doente... mas pronto, eu sei que faz parte do tempo incerto que estamos a atravessar (calor horrível de dia e frio de rachar à noite) e desde que sejam sempre gripes, não faz mal, pois com elas aguentamos nós bem.
Vou ali dar-lhe umas beijocas no seu pescoçinho lindo:) Eu amo tanto este meu pirata, que preferia mil vezes que ele me estivesse a partir a loiça toda, a vê-lo assim tão murchinho e carente.
Acho que nunca ninguém há-de conseguir explicar este amor tão incondicional e infinito que uma mãe sente por um filho... ninguém mesmo:) É um amor que nos enche o coração de vida, alegria e que ao mesmo tempo nos deixa sem chão debaixo dos pés!

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

O meu filho é o maior!


E eu sou mesmo uma mãe babada!
O F. ontem à noite já dormiu sem fralda. Quando se deitou fez xixi e depois pedimos-lhe para nos chamar quando tivesse xixi novamente. Eram cerca das 6h30 da manhã, quando ouvimos ele chamar. O pai foi vê-lo e ele disse-lhe que tinha xixi. Então lá foram os dois à casa-de-banho. Depois o F. veio a correr para a cama e pôs-se a dormir.
Sinceramente nunca pensei que a primeira vez fosse assim tão fácil. Sempre pensei que ele fizesse xixi na cama, ou se recusasse a levantar-se, ou que quando interrompesse o sono já não quisesse dormir novamente. Mas não, correu tudo normalmente.
E aqui a mãe e o pai, ficaram tão orgulhosos do seu menino. É um sentimento tão gratificante vê-los crescê-los e tornarem-se independentes. O tempo urge e já só penso que daqui a três anos ele já vai para escola.... É impressionante a rapidez com que crescem, com que aprendem, as etapas que ultrapassam, a personalidade que aos poucos vão definindo... É tão bom vê-los crescer saudáveis. 
Eu adoro ser mãe e amo que o F. seja meu filho. Agora quando me lembro de todos os medos que passei, de todas as dificuldades, de todos os riscos que passei para que ele nascesse forte e saudável, tudo me parecesse tão pouco comparado com aquilo que ele me dá todos os dias. Valeu a pena e se tivesse coragem voltaria a repetir a experiência... mas como acho que não tenho coragem, vou mas é aproveitar todo o tempo do mundo com o meu filhote lindo. :)

terça-feira, 5 de julho de 2011

"O que Ele está a pedir, é um irmãozinho"


Esta foi a frase de eleição deste fim-de-semana... E eu não gostei muito! Desde quando um irmão resolve as birras, as traquinices e os mimos do outro? Eu passo-me com estas observações de senso comum e o pior é que muita gente pensa assim. Eu não me importo nada que o meu filho faça birras (fazem parte do desenvolvimento e até são saudáveis), não me importo das suas traquinices (as crianças demasiado sossegadas assustam-me e essas sim, são motivo de preocupação) e muito menos me importo que seja mimado! O mimo e os afectos nunca fizeram mal a ninguém, muito pelo contrário, são a fonte da vida e do amor. E é normal que ele seja mimado, foi o primeiro filho, o primeiro neto, bisneto e sobrinho (do meu lado da família), por isso é perfeitamente normal que tenha todas as atenções. Não é uma criança egoísta, nem mal educada... todavia não faz fretes a ninguém. Não anda sempre colado a dar beijinhos, a dar festinhas, a dizer gosto muito de ti.... ele dá e diz quando lhe apetece. O que mais me enerva são aquelas crianças sonsas! Que ao pé dos pais não partem um prato, mas depois mal estes viram as costas, tornam-se numas autênticas pestinhas. Mas pronto, é dessas que toda a gente gosta.
De momento dar um irmãozinho ao F. está completamente fora de questão! Será que as pessoas pensam que atrás de um tem que vir logo outro? Infelizmente a vida não está para isso e um filho é uma grande responsabilidade financeira. Claro que o dinheiro não é o mais importante na educação de uma criança, mas ajuda muito. E eu sempre defendi que quando se tem um filho, todas as suas necessidades básicas tem que ser satisfeitas com qualidade, isto é, um bom pediatra, vacinação, alimentação (quando é necessário leite de fórmula) fraldas/produtos de higiene de qualidade, acessórios e brinquedos que promovam a segurança do bebé... etc. Tudo isso custa muito dinheiro!
Gostava de dar um irmão ao F., pois não gosto de filhos únicos.... mas daí a desatar a ter filhos também não! E jamais poria um filho no mundo para simplesmente dar uma "ensinadela" no F. (sim, porque ele tem que entender que os mimos não são só dele!! Dahhh). Talvez daqui a uns aninhos, quando o F. for maior, mais independente e também quando perceber que um não substitui o outro! Sim, embora muitos pais digam que os filhos mais velhos aceitaram bem os irmãozinhos... há por aí muitas crianças traumatizadas. 
Para concluir, eu também ainda não estou preparada para ser mãe outra vez. Acho o F. ainda precisa muito da sua mãe e do seu pai... eu sei que ele vai precisar sempre.... mas não sei como explicar.... ele ainda é o nosso bebé  (sim, também sei que o vai ser sempre!:)) Se fosse ter outro filho agora ia sentir que estava ser egoísta e má para o F. 
Não sei como explicar, mas parecia que estava a substitui-lo... é uma coisa estranha. Ele preenche-nos tanto, ocupa-nos tanto, dá-nos tanto, que ao ter que partilhar o tempo, que já parece tão pouco para ele, com outro bebé, acho que iria ser um acto de egoísmo da nossa parte. Enfim é um sentimento complicado de se explicar... mas é assim que eu sinto.

Assim sendo, o irmãozinho vai ter que esperar.... que o F. cresça mais um pouco e que a situação económica do país também melhore um bocadinho. Sim, porque embora o amor seja o melhor e maior alimento que se pode dar uma criança, o dinheiro também faz muita falta. 

P.S. Até porque agora o que eu gostava mesmo era de adoptar! Adorava que o F. tivesse uma mana de olhinho rasgado :) (É uma pena que adopção Portugal - China não seja autorizada)