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quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Seca avista-se!

Daqui a bocado tenho consulta no Centro de Saúde e já me estou a preparar para apanhar uma seca descomunal. Ainda por cima é consulta de recurso, pois há mais de 10 anos que estão para me atribuir médico de família... Grrrr... A minha sorte é que só lá vou de anos a anos... senão estava feita. É pena, porque até gostava de ter o meu próprio médico, pois assim não tinha que estar sempre a contar a história da minha vida... Mas desta vez vou apontar o nome do/a médico/a, para depois quando marcar nova consulta escolhê-lo/a. 
Bem, agora vou almoçar para depois me despachar para sair....

Beijufas e até já!

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Finalmente


Consigo escrever. 
Primeiro foi a maldita enxaqueca que se apoderou de mim e quase me fez enlouquecer... Sim, tenho que admitir que tive prestes a pegar numa colher e a enfiá-la no olho... Nem imaginam o prazer que tinha cada vez que imaginava o olhinho a ser retirado com a colher de fazer "bolinhas de melancia"! Acho que esta minha alucinação consegue elucidar-vos da dor que eu tinha na minha "marmita". 
Hoje, depois de conseguir aniquilar de vez a minha enxaqueca e de conseguir tomar o pequeno-almoço, sem salivar em excesso, chego aqui e deparo-me com o blogger a passar-se da "mona". Ah pois é, na minha opinião este menino anda cada vez mais com "achaques".... Enfim todos temos os nossos dias menos bons.
E agora, finalmente, consigo escrever... que bom!
Em jeito de resumo... estou bem melhor, a dor de cabeça foi-se, o estômago já arde menos e já tolero mais variedade de alimentos... e o período, esse não sabe se fica ou se vai embora. Haja paciência para ser mulher. É que com tanta indecisão, as minha hormonas andam todas aos saltos, o que faz com que o meu humor ande da mesma forma.  
Assim sendo, agora tenho que recuperar o tempo perdido. As coisas cá em casa estão todas atrasadas. Amanhã é dia de me jogar ao ferro e de passar toda a roupa do F. Hoje a mamy ajudou a lavar a cadeira de refeição do filhote e já está ali toda limpinha para guardar. Dá cá uma nostalgia quando damos por nós a arrumar as coisinhas que já não fazem falta... Primeiro são as roupas, depois o ovo, depois a banheira, depois o marsúpio, depois os brinquedos, depois os pratos e talheres de silicone, depois a aranha/andador, depois o parque, depois o carrinho, depois a cama de grades, depois a cadeira de refeição, e a próxima a ser arrumada é a cadeira-auto. É tão bom vê-lo crescer, mas verdade seja dita, também deixa um pouco saudades. Ainda ontem era tão pequenino e hoje é um autêntico pirata. Existem ainda outras coisas que têm que ser arrumadas até ao final do ano, são elas, as chupetas e os biberões (tem dois!). As chupetas já ando a prepará-lo para entregá-las ao Pai Natal e o biberão há-de ter que ir na mesma volta... Pois já tentei de tudo (comprei canecas com bonecos, copos com chupa, tomámos o pequeno almoço todos juntos, etc) e ele ainda o quer... e não sou apologista da técnica de simplesmente arrumá-lo e dizer que já não há. Na minha forma de educar isso não existe. É o próprio F. que vai ter ir substituindo os seus objectos contentores de eleição. O seu amigo peluche e companheiro de grandes birras, angústias e sonecas, esse pode ficar até quando ele quiser;) 

É bom estar bem e de volta:)  

P.S. Obrigada a esta menina pela sua preocupação:)) 

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Revoltante




Se há coisa que me tira do sério é a falta de respeito que a classe médica tem pela saúde dos seus pacientes! O post da Dina, foi só mais um exemplo de muitos que me batem à porta. Eu sou técnica de saúde e infelizmente são muitas as pessoas que chegam até mim com queixas similares a esta. O meu primeiro pedido é faça queixa, não se cale. Se o médicos não tem respeito por aquilo que é mais precioso, a saúde, porque é que haveremos de ter respeito por eles.... ora aí está... não é respeito que nós temos, é medo... Muitas pessoas não se queixam porque tem medo, ou porque partem logo do princípio de que não serve de nada! Não podemos pensar assim, temos que agir, fazer algo, nem que seja pela nossa dignidade, ou pela dignidade e sofrimento daqueles que amamos. 
Será que nós andamos a criar e a sustentar uma classe médica burra e insensível. Porque é que notas altas são o principal requisito para se entrar num curso de medicina??? Serão os altos conhecimentos intelectuais sinónimo de bons e rápidos diagnósticos??? Não! 
Para mim, só será bom médico quem for um bom ser humano... pois ser médico, não é só pedir exames e fazer diagnósticos... é ser um bom ouvinte, é conhecer bem todo o comportamento e postura do paciente, é conseguir colocar-se no lugar do outro! E não me venham com tretas de que se tem que manter um certo distanciamento, que se tem que ser imparcial... blá...blá... porque ser-se humano e respeitar as emoções dos outros nunca fez mal a ninguém.
Eu trabalhei imenso tempo na área da oncologia e sei bem o que muitas pessoas passaram antes de chegarem a mim...  Um médico não deve brincar com o medo, nem com a dor de ninguém, muito menos desvalorizá-lo. Uma paciente minha, que infelizmente já cá não está, um dia veio ter comigo muito triste e disse-me que o seu médico lhe tinha tinha dito para ela não ter medo de morrer de cancro, pois era mais provável segundo as estatísticas, que pudesse morrer atropelada na passadeira.... Digam-me lá se isto é coisa que se diga a alguém que soube que tinha cancro e que estava assustada e com medo de morrer. Eu até percebo o que o médico quis dizer, mas não é assim que diz! E como estas, muitas mais.
Eu já perdi um emprego estável e muito bem remunerado por não querer compactuar com faltas de respeito e maus tratos emocionais a idosos... Para mim é inconcebível que se trate um idoso como alguém que já não tem vontade própria, nem sentimentos... Estive nessa instituição durante nove meses e não aguentei... a minha sanidade mental e emocional não aguentou... Quando fiz queixa, disseram-me que não podiam fazer nada...pois era uma instituição bastante influente e que tratava muito bem os idosos. Sim, tenho que admitir que a nível da alimentação e higiene era excelente, mas e o resto? O respeito pelos valores, pelos sentimentos e angústias das pessoas... Infelizmente são essas, que quando desvalorizadas fazem os nossos idosos morrer mais depressa.
Voltando à classe médica, eu prefiro comer sopa durante um mês (maneira de dizer) e ter dinheiro para recorrer ao privado, do que ter que recorrer ao público. Posso até estar a ser injusta com alguns médicos, pois nem todos são iguais, porém e infelizmente os bons médicos no sector público são uma pequena minoria. 
Hoje para se ter respeito, atenção, comodidade, preocupação, um diagnóstico minimamente credível e uma intervenção rápida é preciso pagar-se.