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quarta-feira, 2 de maio de 2012

Uma grande senhora


Não deixei aqui qualquer referência à morte de Miguel Portas, porque simplesmente não valia a pena, pois para mim as homenagens devem ser feitas aquando vida e não depois de se morrer. Foi mais uma grande perda da nossa sociedade política e social, foi mais uma pessoa que lutou incansavelmente contra o cancro e não o conseguiu vencer.
É sempre muito complicado ver alguém tão novo e tão cheio de projectos de vida partir com uma doença tão dolorosa quer física, quer psicologicamente. Enfim, espero que ele neste momento esteja num lugar cheio de amor, paz, onde a dor e o sofrimento não existam.
Porém, não era propriamente o Miguel Portas que queria homenagear, mas sim a sua mãe, Helena Sacadura Cabral. É impressionante como ela sente e enfrenta a sua dor. Só uma grande mulher poderia dizer tais palavras de forma tão sábia e madura.
Deixo-vos aqui os textos que ela publicou no seu blogue Fio de Prumo aquando a perda do seu filho.




quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Boa viagem...


E o dia de hoje ficará marcado por mais uma perda.
Um homem extraordinário que tudo fez para o bem-estar da sua comunidade. A sua maior preocupação social sempre foram as crianças e os idosos. Um ser-humano bondoso, altruísta e amigo. 
Pessoas assim não morrem nunca. 
Até sempre!

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Saudades e Recordações


Fez ontem oito anos que estava a passar por um dos dias mais difíceis da minha vida, a morte da minha avó paterna. Apesar da doença que ela tinha (insuficiência renal) e de estar internada no hospital (mais um internamento entre tantos), nada fazia predizer que o dia iria terminar assim. É verdade que ela andava a queixar-se de estar mais cansada do que era normal, mas todo o quadro de saúde se encontrava dentro da normalidade, segundo os médicos. 
Infelizmente naquele dia ela não conseguiu resistir ao tratamento. Ainda pediu que chamassem  o meu pai para se despedir, mas quando ele chegou já ela tinha falecido. O pior foi que o meu irmão, que tinha 8 anos, estava com o meu pai e assistiu a todo aquele momento de perda e sofrimento. Sei que ainda hoje ele sofre com isso.
Em casa fui eu que recebi o telefonema e ainda hoje recordo esse dia com grande dor. A minha avó estava internada há cerca de 15 dias e eu durante esse tempo não a tinha ido visitar. Falava com ela quase todos os dias, mas como estava terminar o relatório de estágio e monografia e tinha entregar tudo  no dia 19 de Setembro, ela não queria que eu perdesse tempo a ir visitá-la (segundo os médicos ela logo, logo regressaria a casa) e queria é que eu terminasse as coisas no prazo.
Pois é, pelos vistos a infecção que o enfermeiro causou no braço da minha avó e que lhe provocou um grande hematoma no braço, não foi controlada como deve ser e alastrou-se pela corrente sanguínea e enfraqueceu-lhe todo o organismo, fazendo com que ela não resistisse no dia do tratamento.
E assim o meu avô perdeu a mulher, o meu pai a mãe, eu e o meus irmãos a avó, a minha tia a irmã e a minha mãe a sogra...
Para mim foi uma grande perda pois toda a minha vida vivi com ela... era com ela que ficava quando a minha mãe e o meu iam trabalhar... era ela cozinhava para a casa toda... ela fez parte da minha educação e daquilo que sou como pessoa.
Ao fim deste anos todos ainda sinto a culpa de nunca a ter ido visitar... infelizmente com a situação que vivi, aprendi que nunca devemos deixar para amanhã o que podemos fazer hoje... independentemente daquilo que pensamos ou daquilo que nos dizem... 
Sei que ela não ficou chateada comigo e sei também que cumpri o que lhe prometi... no dia do seu funeral e após me despedir dela fui entregar aquilo pelo qual batalhei durante cinco anos, a monografia e o relatório de estágio da minha licenciatura.... Sei que ela ficou orgulhosa de mim.
Fico feliz por ainda fechar os olhos e conseguir me lembrar da sua cara, do seu sorriso, da sua voz... Ás vezes tenho medo de me esquecer desses pequenos pormenores das pessoas que já partiram... 
Apesar das boas recordações que ficam após a dor da perda e do vazio da saudade, é bom poder fechar  os olhos e por uns segundos sentirmos que eles estão e sempre hão-de estar ali ao pé de nós, só à distância de um pensamento.

Beijocas grandes à minha Avó C.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Mortes Estúpidas


Por vezes pensamos que são só as pessoas que têm mortes estúpidas... É mentira, pois também acontece com os animais...
Este fim-de-semana perdeu toda a alegria aquando a perda de um membro da nossa família. Pode ser um cão, mas era muito amado e muito bem tratado. Era como uma pessoa, um familiar para todos nós. Temos que acreditar que foi para um lugar melhor. Eu acredito. Assim como também acredito que os animais têm alma e reencarnam. Por isso, até um dia, amigão:) Partiste num sítio que adoravas e a brincar com o teu dono, que era tudo para ti. 

Boa viagem lindo. 

Força para a I. e para o C.

sábado, 6 de agosto de 2011

Semana difícil


Desculpem a ausência, mas o tempo esta semana fugiu-me entre os dedos... não consegui escrever nada, nem ler os vosso cantinhos. Ver se hoje consigo compensar...
Além do tempo urgir, foi uma semana triste, pois o pai de uma grande amiga minha faleceu... Essa maldita doença que é o cancro voltou a fazer das suas! 
Cada vez acredito mais que esta é uma doença que, antes de matar fisicamente, começa a matar psicologicamente e esse é seu grande "Calcanhar de Aquiles". Nós podemos não saber o dia de amanhã, podemos não saber se vamos ser atropelados, ter um AVC, um acidente,... mas quando ouvimos a palavra cancro, sentimos logo uma sentença de morte! Sentimos medo e esse medo impede-nos de lutar.... e desistir torna tudo mais fácil.
Contudo conheço histórias de sucesso, onde o psicológico, venceu o físico... e essas dão-me força para acreditar, que com a prevenção e uma boa luta psicológica podemos vencer o cancro. Quero tanto acreditar nisso!

Lembro-me de uma história que já apareceu tantas vezes na televisão, de uma senhora que escreveu um livro sobre a sua luta contra uma leucemia galopante, da qual o prognóstico da mesma, aquando o diagnóstico era apenas de uma semana de vida. Ela simplesmente diz que nunca teve medo e que nunca se questionou "porquê eu?". Ela decidiu amar-se, aceitar e amar a doença, acarinhá-la e assim curar o seu corpo. Refere ainda, que sempre que fazia "quimio", agradecia e ficava feliz por ter aquele líquido a entrar-lhe nas veias... Imagino a força desta mulher, admiro mesmo esta capacidade de ver a situação pelo lado positivo e energético! Passado um mês, os médicos referiram que a leucemia tinha entrado em remissão, que nem eles próprios compreendiam o que se tinha passado... E hoje, lá vão mais de 10 anos e ela continua viva e diz que a doença veio ensiná-la a amar-se e a respeitar todas as suas células. Hoje sabe o que é ser feliz...

Para além de estas histórias de sucesso que nos dão força para acreditar que podemos fazer a diferença, também acredito que esta vida aqui é apenas um missão e quando nós a cumprimos estamos prontos para partir... para um sítio que acredito, muito melhor.

O estranho disto tudo foi que na terça-feira à noite, enquanto estava a trabalhar, cheirou-me às "flores dos mortos" - sabem aquele cheiro que há nos velórios devido às flores e às velas? Comentei a situação com o M. e ele disse que não lhe cheirava a nada... pois a ele não... mas a mim cheirou-me e muito.
Na quinta-feira recebo a notícia. E só ontem, antes de ir para o funeral é que o M. me relembrou desta situação toda... 
O pior disto tudo é que estas coincidências já me aconteceram em outras ocasiões similares...  


segunda-feira, 18 de julho de 2011

Reportagens sobre a Perda e o Luto





Hoje tanto a SIC, como a TVI vão exibir nos seus jornais da noite reportagens sobre a perda e o luto de filhos.
Já pus a gravar ambos os canais, para mais tarde, quando tudo estiver mais sossegado poder assistir.

Fica a sugestão